domingo, 7 de agosto de 2011

A convenção dos atendentes e moto boys



Hoje em dia a praticidade é a palavra chave para tudo. Nos últimos anos surgiram diversos serviços para facilitar o nosso dia-a-dia, que está cada dia mais corrido e atarefado. O delivery e a tele entrega veio justamente para salvar a vida daqueles que em pleno sábado a noite querem comer algo e quem sabe assistir um filme, já que decidiram passar à noite em casa.

Eu posso dizer que sou uma dessas pessoas, não gosto de passar o sábado em casa, mas já que às vezes é bom tirar um tempo para curtir um sábado tranqüilo nada melhor que pedir aquela pizza (a melhor do Brasil na minha humilde opinião) e assistir um filmezinho (aquele que todo mundo já viu menos você). Daí começa à dor de cabaça dos atendentes e dos moto boys. Por que? Não sei ao certo se sou uma pessoa ansiosa, mas odeio esperar. Quando ligo para fazer o meu pedido a primeira coisa que pergunto é quando tempo vai demorar e já faço as contas para saber a hora certa que meu pedido vai chegar, e se não chegar no tempo informado eu ligo mesmo pra saber o motivo da demora.

Ontem quando liguei para pizzaria para fazer meu pedido (pizza meio à moda e meio frango com catupiry) antes mesmo de perguntar quanto tempo levaria para a pizza chegar o atendente foi logo dizer – os pedidos estão demoram cerca de 1:30 – parecia que ele já sabia quem estava falando, pois eu sempre pergunto antes mesmo de perguntar o valor, além disso o tom de voz que ele fez, algo do tipo – vai demorar mesmo não adianta você ficar ligando para saber se o pedido já saiu. Quando desliguei o telefone comecei a pensar será que ele sabia que quem estava ligando era a chata do 970?     

Acho que se algum dia os atendentes e moto boys aqui da região resolvessem fazer uma convenção o assunto mais falado seria “a chata do 970” . Se o O delivery e a tele entrega surgiram para facilitar a vida de nos meros mortais ele também veio para estressar a vida desses meros trabalhadores. Imagino que existem varias chatas do 970 que perturbam a vida dessas pessoas (até mais do que eu) que em pleno sábado à noite estão trabalhando e não se divertindo, e eles aceitam tudo calado (pelo menos enquanto estamos na linha).

Mesmo depois de pensar em tudo isso e até sentir um pouco de pena dos atendentes e dos moto boys não resistir e liguei novamente para a pizzaria, pois já tinha se passado 1:45 minutos e o meu pedido ainda não tinha chegado.

sábado, 6 de agosto de 2011

O Balão



Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.

Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.

Havia ali perto um menino negro que estava observando o vendedor e, é claro, apreciando os balões.

Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e, finalmente, um branco. Todos foram subindo até sumirem de vista. O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas… Uma coisa o aborrecia:

O homem não soltava o balão preto. Então, aproximou-se do vendedor e perguntou-lhe:

– Moço, se o senhor soltasse o balão preto ele subiria tanto quando os outros?

O vendedor de balões deu um sorriso carinhoso para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto. E, enquanto ele se elevava nos ares,disse-lhe:

– Não é a cor do balão que o faz subir até o alto. É o que está dentro dele!

(Texto retirado do livro "As mais belas parábolas de todos os tempos")


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As pessoas costumam julgar os outros pelas aparências e esquecem que na vida o faz realmente a diferença é o que está dentro de cada um!

É necessário abrir os olhos para enxergar aquilo que realmente importa.

Espera, eu já vou começar...

Em breve algumas palavras serão compartilhadas!